Há duas semanas uma amiga me pediu dicas do que fazer em Nova York. Ela e o namorado vão em novembro, ficarão três dias e querem dicas sobre o que é imperdível na cidade. Foi pensando nisso que nasceu esse post.
É fácil falar sobre o que fazer em Nova York, a cidade não dorme NUNCA. Difícil é escolher a indicação do que fazer em apenas três dias e sabendo que cada pessoa olha a cidade de um jeito diferente. Sou apaixonada por NYC, então corro o risco de criar uma expectativa alta demais.
Nas minhas passagens pela cidade, me torno uma moradora de temporada do Harlem, então não vou indicar hospedagem, mas se for sua primeira vez por lá, vale escolher uma base em Midtown ou perto de uma linha de metrô que cruze a ilha, porque isso economiza um tempo precioso nos três dias.
Novembro em Nova York é frio (leve casaco pesado, gorro e luva) e é também quando a cidade começa a virar a chave para o Natal: as luzes acendem, as pistas de patinação abrem e os ingressos para atrações e espetáculos ficam mais concorridos. Por isso, reserve com antecedência tudo que pede reserva.
O raciocínio por trás das escolhas abaixo foi esse: uma vista do alto da cidade, um espetáculo da Broadway ou um jogo, as luzes de Natal com o Central Park, e Brooklyn Bridge com Dumbo. Um fio condutor por dia, sem tentar caber a cidade inteira em 72 horas.
Como se locomover
O metrô é a forma mais rápida de encaixar tudo isso em três dias, e funciona 24 horas por dia, todos os dias. Hoje a forma mais simples de pagar é por aproximação com o seu cartão cadastrado na carteira virtual do celular ou comprar um cartão físico OMNY nas máquinas da estação. O valor está em cerca de US$ 3,00 por viagem, com integração gratuita entre trens e ônibus dentro de um intervalo de duas horas. E depois de 10 viagens, o sistema para de cobrar e você anda “gratuitamente” por 7 dias a contar da sua primeira viagem paga. O Google Maps funciona muito bem para traçar suas rotas ou, se preferir, pode baixar o app oficial da MTA antes da viagem, só pra já chegar entendendo o mapa das linhas. E acredite, ele é pontual e passa exatamente no horário que aparecer na tela do seu celular (raras as exceções).
Dia 1: vista da cidade e luzes de Natal
Principal: pôr do sol no SUMMIT One Vanderbilt. Reserve com antecedência, principalmente em novembro.
Durante o dia, no entorno: Grand Central Station, Bryant Park, New York Public Library e Central Park (lado da 59th St). São todos próximos entre si e dá pra encadear a pé.
À noite: luzes de Natal no Rockefeller Center e Radio City, St. Patrick’s Cathedral e o Atlas (estátua) em frente à igreja, e ainda dá uma voltinha pela 5th Avenue.
Dia 2: um espetáculo, antes um museu ou o High Line
Principal: noite com um show da Broadway ou um jogo no Madison Square Garden. Compre com antecedência. E depois do show aproveitem para andar pela Times Square.
Durante o dia, escolha uma linha (ou no máximo duas, dependendo do seu ritmo):
Primeira opção: Vessel, The High Line, Pier 57, Little Island e Chelsea Market. Sobre o Vessel: ele reabriu em 2026 depois de ficar fechado por questões de segurança, e hoje o acesso é só com reserva prévia, então confira e reserve antes de ir.
Segunda opção: um museu. Minha indicação é o Museu de História Natural, mas na mesma região do Central Park também estão o MET (Metropolitan Museum of Art) e o Guggenheim.
Terceira opção: visita à ONU. Reserve de 3 a 4 horas, compre o ingresso com antecedência e chegue no horário, porque o processo de entrada é um pouco burocrático.
Dia 3: Brooklyn Bridge e Dumbo
Principal: atravessar a Brooklyn Bridge até o Dumbo.
No caminho: a estação de metrô e o Memorial do World Trade Center, a New York Stock Exchange (a bolsa de Nova York) e o Charging Bull. De lá, pegue o ferry gratuito para Staten Island, que tem uma vista incrível da Estátua da Liberdade. Fique na área externa do barco: do lado direito na ida e do lado esquerdo na volta. A condição desagradável é que venta bastante, não deixe o casaco de lado.
Extras pra encaixar onde couber
Patinação no gelo: se a pista da Brooklyn Bridge estiver funcionando (é sazonal), essa é minha indicação número um. Depois dela, Central Park ou Bryant Park. A do Rockefeller Center é pequena e costuma estar lotada.
Lanche de rua: Nathan’s, sempre (procure pelo toldo verde). Gray’s Papaya, na 72nd St, tem o melhor hot dog da cidade com um suco de mamão que é clássico, mas não tem onde sentar, por isso entra como lanche de rua e não como lanchonete.
Lanchonete temática: Brooklyn Diner, na 57th St (tem outra unidade na 43rd St). Pizzaria famosinha: Joe’s Pizza (na altura da 40 St com a Broadway) tem fila, mas não demora muito e também é dificil de conseguir sentar porque tem poucos lugares, acaba funcionando mais como take away e o pessoal come pela calçada mesmo (nós conseguimos sentar)
Pub: Connolly’s, na 45th St (tem outra na 47th St).
Mercado: Trader Joe’s ou Whole Foods, bons pra montar um lanche saudável e mais em conta entre um passeio e outro.
Outros locais: Prince Street, Little Italy e China Town
Três dias não dão pra ver tudo, e não é essa a ideia. Esse roteiro é pra voltar cansada, com os pés doendo e com vontade de já estar planejando a próxima vez.
E por fim, Aline e Silvio, que vocês façam uma excelente viagem! Qualquer coisa que precisarem, podem contar comigo!
E você que chegou até aqui, me conta nos comentários o que achou das dicas e o que mais quiser comentar sempre com respeito e sabedoria. Até mais!

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